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Saneamento: ranking aponta desigualdade no acesso à água e queda no índice médio

Apesar de avanços em parte do país, o acesso à água tratada ainda é marcado por desigualdades entre os municípios brasileiros. Levantamento do
Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, indica que cidades das regiões Norte e Nordeste concentram os piores indicadores de abastecimento.

Entre os casos mais críticos, Porto Velho aparece na última posição do ranking, com apenas 30,74% de atendimento. Já Recife registra 78,93%. Também figuram entre os menores índices municípios como Paulista, João Pessoa, Macapá, Caucaia, Jaboatão dos Guararapes, Rio Branco, Santarém e Ananindeua.

O estudo destaca que esses números reforçam a necessidade de ampliar investimentos, melhorar a gestão dos serviços e priorizar o saneamento nas políticas públicas, diante das disparidades ainda existentes.

Por outro lado, o país já apresenta municípios próximos da universalização. Dos 100 mais populosos analisados, 28 atingiram praticamente a totalidade do atendimento de água. Desse grupo, 11 cidades alcançaram cobertura integral, com destaque para a concentração no estado de São Paulo.

Estão entre os municípios com 100% de abastecimento: Barueri, Carapicuíba, Curitiba, Diadema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Juiz de Fora, Niterói, Osasco, Porto Alegre e Santo André.

Outras cidades também se destacam com índices iguais ou superiores a 99%, como São Paulo, Goiânia, Campinas, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto, Uberaba, Aracaju, Nova Iguaçu e Blumenau.

No panorama geral, o índice médio de atendimento de água nos 100 maiores municípios foi de 93,55% em 2024, ligeiramente inferior aos 93,91% registrados no ano anterior. Ainda assim, 87 cidades apresentam cobertura superior a 80%, indicando avanço rumo à universalização.

A pesquisa corresponde à 18ª edição do Ranking do Saneamento e utiliza dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (ano-base 2024), com foco nos municípios mais populosos do país.

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